Transhumanismo novamente

Sempre se pensa em futurismo quando se fala de transhumanismo. Por mais que tentemos separar um do outro, as pessoas instantâneamente pensarão em pessoas que imaginam seus corpos totalmente modificados pela tecnologia.
Há vertentes deste tipo, e eu, sou um dos que está nela. Acho que a inserção de “partes” novas manipuladas pelo homem para modificar sua estrutura atual de sistema finito, para um sistema um pouco menos “finito” é interessante e deve ser aplicada. Assim, tornaríamos uma obra sempre inacabada em eterna reconstrução.

Esta visão mais futurista é sem dúvida, hoje, ainda uma coisa “inalcançável” sob diversos pontos. Nossa tecnologia ainda não irá conseguir nos fornecer condições de modificar nossa estrutura e talvez, tais modificações fossem altamente criticadas pela sociedade, ainda arraigada de uma cultura anti-novidades.

Evolução do Homem

Por este motivo, é notório que muitos transhumanistas tentem mostrar as qualidades da cultura de um modo que não ataque as pessoas. O Instituto Para Qualidade da Vida, que é dirigida pelo grande Dr. Antero Coelho ( um dos caras que me apresentou o transhumanismo ), mostra como separar um pouco o transhumanismo do futurismo e facilitar um pouco sua divulgação em meios mais suceptíveis a rejeitá-lo.

Na realidade, entendamos o Transhumanismo, na visão mais pura de sua essência como uma forma de melhorar a condição de vida humana. E, para conseguir transpor as mazelas que a vida e o meio ambiente incutem na vivência do mesmo, nada mais natural que o homem utilize sua capacidade de criação.
Ao longo dos anos o homem criou diversas ciências. Uma das que mais se sobressaiu no âmbito de melhora de vida do indivíduo foi a Medicina.
E porque ? Porque ela diretamente sempre utilizou técnicas científicas para elevar a capacidade do indivíduo de sobrevivência no meio.

Assim, a tecnologia aqui se traduziria nas técnicas da medicina para melhorar a vida do indíviduo. E elas são várias. Desde melhora na sua alimentação até por exemplo, tentar dormir mais cedo ao chegar em casa.

Os conceitos transhumanistas de melhora da vida podem ser aplicados, sim, as pequenas coisas da vida. Não adianta sermos altamente otimistas querendo que coloquem um coração controlado por um nanochip acoplado ao nossoa cérebro, se nem ao menos nos preocupamos se a nossa alimentação é balanceada ou fazemos exercícios diariamente.

Ou seja, é visível concluir que o transhumanismo é sem dúvida, um movimento de otimistas pela melhora do sistema mais “perfeito” já criado pela evolução. Se a evolução nos levou até este patamar, com pequenos erros, é hora de nós, seres humanos, tomarmos as rédeas da situação e finalmente, criar máquinas mais perfeitas e dentro do aceitável, eternas ….