Você é um ciborgue ? A tecnologia móvel como uma extensão do seu corpo

A um tempo atrás discuti isto aqui no blog. A tecnologia está se tornando uma extensão tão presente em nossa vida, que redesenharam o nosso corpo.

É uma discussão interessante, que passa por um conceito de otimização do corpo e ganho de qualidade de vida.

A antropologista Amber Case discute bem o assunto e resume muito bem boa parte do que eu penso hoje sobre a tecnologia e o ser humano.

Há uma opção de legenda, caso não entenda bem o inglês

O Brasil na próxima década

Antero Coelho é um dos caras que praticamente me apresentou o Transhumanismo. E, sem dúvida, é uma figura de rara sabedoria, coisa que pode ser vista nos seus textos.

Sempre leio os textos que ele me manda e este eu achei deveras interessante para ser publicado, sem desmerece todos que ele me manda sempre. Continuar lendo O Brasil na próxima década

A Natureza do Trans-Humanismo e Demais Formas de Futurismo

Artigo muito interessante sobre Transhumanismo e suas formas somadas ao futurismo.

O artigo é um pouco exagerado em alguns pontos, mas o autor me parece ser mais ligado ao Extropianismo, que é uma forma de Transhumanismo mais amplificada, ou seja, levando o Transhumanismo um pouco mais ao extremo.

Mas, o artigo consegue passar, em poucas linhas, todas as idéias principais do Transhumanismo e o que o Transhumanista espera do futuro.

Eu, pessoalmente, não espero uma sociedade tão perfeita o quanto o texto mostra. Só espero, que, com a ajuda da tecnologia, consigamos chegar a um patamar muito interessante, onde consigamos uma sociedade mais justa e ainda, muito melhor para cada ser humano.

http://www.ipetrans.hpg.com.br/transpolemistas.htm

Atenção transpolemistas:
Este artigo é um prato cheio.Alta Tecnologia para Matrix está ao alcance dos cientistas …
Grande abraço
Eduardo Cezimbra

A Natureza do Trans-Humanismo e Demais Formas de Futurismo

O que eu pretendo expor neste artigo é a plausibilidade das atuais correntes de  pensamento inerentes ao trans-humanismo e uma visão do futuro evolucionário da espécie humana tendo em vista estes avanços.

Durante milhares de anos, desde nossa “hominização” inicial, temos deixado a evolução, direcionadapela seleção natural, moldar nossa sociedade e individualidade, tanto em termos genotípicos quanto fenotípicos.

Entretanto, agora que atingimos o início do século 21, estamos aptos a escolhermos a direção de nossa própria evolução, e melhorar drasticamente nossas formas orgânicas limitadas. Isto pode soar como ficção científica, mas está totalmente de acordo com a opinião de muitos filósofos da ciência, cientistas
computacionais e físicos (Bostrom 1998, Bostrom 2001, Moravec 1998, Drexler 1999).

Dentre os fatores que nos permitem este tipo de especulação e inferência os dois maiores são o progresso na teoria concernente à nanotecnologia molecular aplicada e ao aumento polinomial da capacidade computacional (segundo a lei de Moore).

Primeiramente veremos o impacto da nanotecnologia. A idéia básica inerente à nanotecnologia foi introduzida por Richard Feynman em 1959 (Feynman 1959), mas sua forma moderna, e rigorosamente científica pertence à década de 80, sendo devida especialmente a Eric Drexler.

Em seu livro de 1992, Drexler define a framework necessária para a construção de assemblers(montadores) capazes de realizar as tarefas exigidas pela nanotecnologia. Mas o que realmente significa a nanotecnologia?

É uma tecnologia supostamente capaz de manipular átomos individuais, fabricando itens com precisão molecular, utilizando processos pouco dispendiosos e ambientalmente seguros. Como foi demonstrado por Drexler, a nanotecnologia não fere nenhum princípio da química, e é a forma ideal de
industrialização. Em princípio, os próprios assemblers tornar-se-iam extremamente baratos, pois poderiam ser capazes de se auto-replicarem (bastaria programá-los para fazerem cópias deles mesmos).

Qualquer tipo de produção também seria barato, pois a única matéria prima necessária seriam átomos livres. Isto tornaria os produtos atuais extremamente baratos e nos permitiria um novo nível de produção, envolvendo computadores do tamanho de uma célula, e robôs capazes de nos operarem diretamente a nível molecular. As implicações disto para a humanidade em geral são  impressionantes.

Todo o nosso sistema econômico atual, baseado na escassez de recursos seria revisto. Nossas expectativas em termos de uma curva de produção aumentariam exponencialmente e uma nova era de componentes inteligentes, programáveis e baratos seria iniciada. É um passo fundamental para nossa transformação em pós-humanos.

Seríamos capazes de manipular a natureza em um nível jamais imaginado, alterando nossa maneira de viver de forma drástica. E o mais impressionante disto tudo é que esta realidade está mais próxima do que se imagina.

Segundo algumas estimativas, o primeiro assembler será construído em torno de 2017. É difícil imaginar o verdadeiro impacto que este avanço terá sobre a humanidade. Por ser uma tecnologia com aplicações tão diversas e um potencial quase ilimitado é imperativo que nos preocupemos com estas questões agora, como é atualmente feito por instituições como o  Foresight Institute.

Obviamente é possível que este tipo de tecnologia seja utilizado para finalidades bélicas e devemos estar preparados para esta possibilidade. Voltaremos à possibilidade do mau uso da tecnologia em breve, pois é um assunto de suma importância e merece maiores detalhes. Agora voltaremos nossa atenção ao aumento da capacidade computacional.

Este é um desenvolvimento constante, e com um potencial tão grande quanto a nanotecnologia.

Segundo a lei de Moore, a capacidade de processamento é duplicada a cada dezoito meses. Se continuarmos este progresso teremos computadores tão rápidos quanto o cérebro humano em menos de trinta anos.

As conseqüências mais uma vez são tremendamente significativas para toda a humanidade. A principal aplicação para este tipo de capacidade computacional é a criação de inteligências artificiais totalmente funcionais. Isto significa que podemos prever a existência de inteligências artificiais na primeira metade deste século, iniciando um novo paradigma intelectual para nossa espécie.

Essas inteligências artificiais são o que Nick Bostrom denomina “superinteligências”, pois obviamente elas superariam por diversas ordens de grandeza as capacidades computacionais do cérebro humano orgânico, e seus algoritmos genéticos extremamente desenvolvidos, baseados em redes neurais
orgânicas superariam nossa capacidade de processamento, armazenamento e aprendizado, suplantando a espécie humana, estabelecendo uma supremacia virtual e física, tendo um tempo de vida subjetivo excessivamente maior do que o da humanidade em geral (em função de sua capacidade de processamento progressivamente expandida) e eventualmente eles nos substituiriam de forma
definitiva, sendo uma nova sociedade, pós-humana.

Talvez os pós-humanos do futuro próximo sejam Inteligências Artificiais puras, evoluídas a partir de algoritmos genéticos computacionais, ou talvez sejam seres humanos que evoluíram progressivamente incorporando melhoramentos biônicos a seus cérebros e demais centros cognitivos de forma a se tornarem seres radicalmente diferentes de sua concepção original. Seja qual for a forma de vida
inteligente dominante em um futuro próximo, as inteligências artificiais desempenharão um papel crucial em sua formação.

Nossas faculdades epistêmicas serão elevadas polinomialmente, de maneira diretamente proporcional ao aumento da capacidade computacional. Tais aumentos nas habilidades cognitivas e físicas computacionais na psique humana (ou não-humana) levarão a desenvolvimentos ainda mais rápidos e derradeiros na tecnologia da inteligência artificial (pois cérebros mais avançados criarão
superinteligências ainda mais velozes) o que por sua vez acelerará ainda mais o progresso e assim por diante, ad infinitum. No nível mais baixo deste espectro nós teremos tecnologias voltadas ao consumidor tais quais computadores “vestíveis”, implantes biônicos inteligentes e coisas deste gênero.

Em um lado mais sofisticado teremos realidades virtuais totalmente realistas, indistinguíveis da realidade física, e implantes neurais capazes de induzir estados hipnagógicos e nos dar uma imersão total neste tipo de realidade virtual. Podemos ver claramente que com o advento da superinteligência as mentes humanas ficarão ultrapassadas, e darão lugar a estas inteligências artificiais ou cérebros orgânicos artificialmente amplificados.

Um outro conceito introduzido neste contexto é o dos uploads. Um upload seria uma consciência humana transferida inteiramente para um computador, com um poder de processamento muito maior, e uma estrutura neural subjacente muito mais eficiente, dando uma chance aos humanos de se igualarem às inteligências artificiais nesta corrida evolucionária contida em uma espiral positiva de
desenvolvimento, que pode nos levar até mesmo à condição definida como “singularidade”, onde novos desenvolvimentos aconteceriam de forma cada vez mais rápida, culminando em uma sociedade fundamentalmente diferente, que nem mesmo poderia ser considerada “humana”.

O emprego destas duas tecnologias em conjunto, a nanotecnologia e a capacidade computacional expandida, vai modificar literalmente a cara do planeta, e permitir até mesmo a colonização do espaço.

Uma das possibilidades abertas por esta sinergia é a capacidade de reviver pessoas congeladas utilizando-se técnicas de criogenia. Pessoas congeladas criogenicamente teriam o conteúdo de seus cérebros transferidos para uploads e viveriam eternamente como entidades cibernéticas. E o processo inverso também poderia ser aperfeiçoado (dado o tempo necessário), e uploads poderiam ser
transferidos para corpos orgânicos (ou semi-orgânicos), criando efetivamente a vida eterna.

Desta forma o sonho de Freeman Dyson em relação à continuidade da vida poderia ser efetivamente implementado, levando a humanidade a um novo nível de consciência global. Mas obviamente podemos imaginar muitos usos bélicos para este tipo de tecnologia, e é por isso que devemos nos preocupar com estas questões agora, antes que seja tarde demais. Não podemos mais tentar impedir o
progresso, e a desinformação só piora a situação.

Devemos ponderar cuidadosamente todos os fatores envolvidos, evoluirmos nossa capacidade cooperativa até finalmente atingirmos uma situação que permita o desenvolvimento destas tecnologias, regulamentado por organismos internacionais (como a WTA ou o Extropy Institute), de forma a impedir os abusos provenientes do mau uso destas tecnologias.

Com o progresso da ciência e uma necessidade de cooperação cada vez maior talvez tenhamos finalmente a capacidade de transcender as fronteiras nacionais, nos unificando como uma raça voltada para o progresso e o bem estar geral, ou pereceremos na tentativa.

O que não podemos é tentar parar todo o tipo de progresso partindo da premissa de que a tecnologia é fundamentalmente ruim, pois se não houvesse a tecnologia muitos de nós (inclusive muitos dos que atualmente reclamam da tecnologia) não estariam aqui. A tecnologia não resolve todos os problemas, mas nos dá as ferramentas necessárias para resolvê-los, e precisamos evoluir para um novo modelo econômico, tecnológico e social, pois a situação atual será insustentável a longo prazo (estamos esgotando os recursos do planeta, explorando os pobres, destruindo o meio ambiente, nada disto será necessário dentro das metas do trans-humanismo).

Logo se presume que o desenvolvimento de todo tipo de avanço acompanhará medidas visando a prevenção de abusos e reduzindo o risco de uma extinção súbita (à la John Leslie).

Este é o verdadeiro objetivo do trans-humanismo, melhorar nossa qualidade de vida dramaticamente e nos abrir possibilidades fantásticas. E finalmente eu gostaria de apresentar uma visão do futuro em uma sociedade transitória, rumo ao pós-humanismo, incorporando gradativamente novas tecnologias e avanços, transformando nós mesmos e toda a humanidade no processo.

Este estágio de desenvolvimento hipotético que eu apresentarei encontra-se aproximadamente no ano de 2100, o que é uma estimativa um tanto conservadora, segundo os padrões atuais. Esta sociedade seria inteiramente composta por superinteligências, capazes de realizar bilhões de operações por
segundo, computar um número arbitrariamente grande de variáveis, e capaz de multitarefa preemptiva.

Haveria duas realidades principais, uma realidade física e uma realidade virtual.

Nossas mentes viveriam primordialmente em uma realidade virtual, modelada de acordo com nossa vontade, podendo até mesmo violar as leis da física em seus axiomas internos, pois ela seria inteiramente virtual.

Nossos centros de prazer no cérebro seriam estimulados de forma muito mais satisfatória, dando ao termo “sexo virtual” um significado totalmente novo. Os prazeres humanos são meramente estímulos de determinadas áreas do cérebro, e uma rede neural suficientemente avançada poderia realizar este
tipo de estímulo de forma muito mais eficiente e satisfatória, além de atingir novos conceitos de “satisfação”.

Nossos corpos físicos tornar-se-iam praticamente obsoletos, sendo mantidos somente por alguns conservadores (entretanto todos teriam a liberdade de escolha), pois a realidade virtual prontamente ajustável seria muito mais desejável. A reprodução seria primariamente assexuada, resultante da
clonagem ou criação de novos algoritmos computacionais.

E como ficou implícito no trecho referente a nossos corpos físicos, a maior parte da sociedade seria realmente composta por uploads, sendo somente um padrão de informações gravados em um dispositivo de armazenagem ótica. A humanidade finalmente se expandiria para conquistar o espaço, colonizando todo o sistema solar, modificando planetas e asteróides (utilizando técnicas baratas com a nanotecnologia) para que eles sejam capazes de suportar a vida.
Talvez até mesmo pudéssemos empreender a monumental tarefa de criar uma Esfera de Dyson II, aproveitando plenamente o output energético do sol.
Poderíamos produzir energia através das hipotéticas máquinas de Von Neuman (neste nível tecnológico muitas possibilidades se abrem), e sintetizar todos os bens essenciais, eliminando o problema da escassez dos bens econômicos. Finalmente eliminaríamos toda a necessidade da dispendiosa vaidade humana, pois não haveria mais necessidade de corpos físicos atraentes, nosso único padrão de
comparação seria a capacidade intelectual.

A integração entre a sociedade seria completa, e viveríamos de forma tão radicalmente diferente que nem mesmo podemos fazer inferências realistas neste ponto, pois uma verdadeira sociedade pós-humana teria motivações e desejos totalmente diferentes de nossas próprias motivações e desejos.

A colonização do espaço seria uma realidade cada vez mais predominante, e um dia poderíamos vir a conquistar grande parte da galáxia (considerando-se que não haja outras raças superdesenvolvidas nas imediações).

A morte existiria somente com uma opção, não fazendo mais parte de nosso cotidiano. As doenças também seriam superadas, e todo este tipo de preocupação desapareceria.

A informação fluiria livremente, em canais de banda larga numa rede de comunicação global, levando a uma espiral positiva de desenvolvimentos.
Ultimo facie podemos ver que será um mundo onde a religião e as superstições serão definitivamente abandonadas.

Não há quaisquer evidências para a existência de forças sobrenaturais ou de um suposto criador divino.

O método científico, embora não seja perfeito fornece a estrutura para descobertas dedutivas e indutivas, e o pensamento racional será aceito como a única forma de se obter conhecimento, eliminando todas as armadilhas introduzidas pela religião e pelas repulsivas doutrinas da Nova Era, valorizando o intelecto humano, e nosso potencial inerente, para que possamos continuar nosso
progresso indefinidamente.

Um mundo onde mentes superevoluídas, máquinas autoconscientes, derivadas de mentes humanas ou algoritmos por eles desenvolvidos finalmente estariam livres dos grilhões impostos por nossa forma física e limitações psico-farmacológicas.

BIBLIOGRAFIA:

Bostrom, N. (1998).“How Long Before Superintelligence?” International Journal of Futures Studies 2.

Bostrom, N. and et al. (1999). “The Transhumanist FAQ.” HYPERLINK “http://www.transhumanism.org” http://www.transhumanism.org

Bostrom, N. 2002. “Anthropic Bias: Observational Selection Effects in Science and Philosophy”. Routledge, New York.

Buch, P. (1994). “Future prospects discussed.” Nature 368(10 March): 108.

Carter, B. (1983). “The anthropic principle and its implications for biological evolution.”

Phil. Trans. R. Soc. A 310(347-363). Churchland, P. 1988. Matter and Consciousness. MIT Press, MA

Drexler, E. (1985). Engines of Creation: The Coming Era of Nanotechnology. London

Drexler, E. (1992). Nanosystems. New York, John Wiley & Sons, Inc.

Freitas(Jr.), R. A. (1999). Nanomedicine. Austin, Landes Bioscience.

Goodman, S., N. (1994). “Future prospects discussed.” Nature 368(10 March): 108.

Gott, R. J. (1994). “Future prospects discussed.” Nature 368(10 March): 108ff.

Gould, S. J. (1990). “Mind and Supermind.”. Physical cosmology and philosophy. New York

Hanson, R. 1990. “Could Gambling Save Science?”. Proc. Eighth Intl. Conf. on Risk and Gambling,London.

Hanson, R. (ed.) 1998.”A Critical Discussion of Vinge’s Singularity Concept” Extropy Online.

Kurzweil, R. (1999). The Age of Spiritual Machines: When computers exceed human intelligence. NewYork, Viking.

Leslie, J. (1989). “Risking the world’s end.” Bulletin of the Canadian Nuclear Society May, 10-15.

Leslie, J. (1996). The End of the World: the science and ethics of human extinction. London.

Lewis, D. (1994). “Humean Supervenience Debugged.” Mind 103(412): 473-90.

Minsky, M. (1994). Will Robots Inherit the Earth? Scientific American. October.

Moravec, H. (1989). Mind Children. Harvard, Harvard University Press.

Moravec, H. (1998). “When will computer hardware match the human brain?” Journal of Transhumanism 1.

Moravec, H. (1999). Robot: mere machine to transcendent mind. New York, Oxford University

Papagiannis, M. D. (1978). “Could we be the only advanced technological civilization in our galaxy?”.

Origin of Life. H. Noda. Tokyo, Center Acad. Publishing. Russell, B. 1924.

Icarus: The Future of Science (HYPERLINK “http://www.physics.wisc.edu/~shalizi/Icarus.html”

Princípios da Extropia 3.0 – Uma declaração Transhumanista

Texto encontrado outro dia sobre Transhumanismo. Esta é a declaração da Extropia 3.0 , escrita pelo Dr. Max More, um dos maiores expoentes em Extropia no mundo.

Mais uma que eu estou postando para divulgar esta forma de pensamento, que eu sou um dos entusiastas e acho extremamente pouco divulgada no Brasil.

Eu pessoalmente, sou desta forma de Transhumanismo desde o começo, apesar de me diferenciar um poucos dos outros, pois como sempre, nunca sigo uma forma de pensamento ao pé da letra. Sempre insiro minhas idéias pessoais na forma de pensar.

Por isto, formas de pensamento muito aprisionadoras não são algo que eu goste muito 🙂 Continuar lendo Princípios da Extropia 3.0 – Uma declaração Transhumanista

Somos Cyborgs ?

A alguns dias atrás, comecei a ler um novo blog, não me lembro ao certo como cheguei nele. Se não me engano, foi por causa de algum tema que eu estava pesquisando ou, na realidade, vi através de algum dos feeds que eu acompanho.

Após me inscrever no feed do site, um tema me chamou a atenção, principalmente por ser eu um dos “futuristas” da linha de pensamento Transhumanismo. O tema em questão era que nós + nossos celulares somos atualmente iguais a cyborgs.

Cyborg

Primeiro, para quem não conhece, o Transhumanismo é uma linha de pensamento que acredita sermos nós, seres humanos capazes, através de avanços tecnológicos suprir as falhas que a natureza nos presenteou. Ou seja, se nosso sistema como um todo, a longo dos anos sofre um atrito natural e por sua vez, um desgaste, podemos nós, humanos, com nosso conhecimento, fazer com que cada vez mais este “atrito natural” seja menos nocivo a nós.

Muitos erram, como eu já disse aqui, em pensar que o Transhumanismo quer nos transformar em máquinas. Ao contrário, a qualidade de vida está mais ligada ao modo como você vive, do que pegar o seu corpo e enchê-lo de parafernálias eletrônicas.

Mas, mesmo assim, ainda acredito que, em alguns momentos, as parafernálias eletrônicas possam ser a primeira e mais fácil possibilidade para algumas de nossas “falhas” de projeto. Ou melhor, conseguimos na realidade evoluir a uma taxa maior do que a natureza poderia nos suprir ao longo dos anos.

O homem desde o início da história, ou melhor de sua evolução tentou suprir-se, através de sua mente mais evoluída que a maioria dos outros animais, de “ferramentas” que o tornassem melhor ou mais apto a viver no mundo que o cercava.

Lanças, armas de fogo, ferramentas para “tornar mais fácil” o seu trabalho, foram sempre criadas por este “projeto” inacabado da natureza, para tentar tornar mais rápido tudo que ele efetuasse.

A realidade é: o homem tornou tão diferente sua interação com o mundo, que de repente, ele mudou seu modo de se relacionar com os fenômenos naturais. Ele criou uma natureza própria, dentro de uma sociedade construída ao longo de alguns milhões de anos aqui.

Com isto, a tendência foi que o homem começasse a achar a sua “evolução” mais lenta que o necessário. Enquanto levávamos anos em cima de tentativa e erro no Egito Antigo para acertar uma construção de um prédio, hoje temos computadores e programas de engenharia que nos permitem, com muito mais certeza fazer com que um prédio seja construído com o mínimo de possibilidades de erro.

Enquanto levávamos anos para projetar, construir um prédio, hoje, em anos podemos construir vários deles.

Mas acredito, o grande advento da nossa necessidade tão rápida de evolução chegou com a Microeletrônica. Ela, que pegou nossos “computadores” e os levou a velocidade da luz. Com isto, começamos a ter capacidades que nunca nossos antepassados imaginariam.

Alguém já parou para pensar nas maravilhosas máquinas que hoje carregamos em nosso bolso ? Caramba, hoje o meu celular, tem muito mais capacidade que o meu primeiro computador. E, com ele eu consigo fazer muito mais coisa que eu fazia com meu primeiro computador.
Ou seja, a microeletrônica conseguiu me dar uma extensão para o meu cérebro que nunca se pensaria antes dela.

Mas tudo ainda foi mais além. Esta pequena nova peça me torna mais “integrado” a um novo mundo chamado “internet”. Antes eu teria que andar com uma agenda, e só poderia acessar minhas coisas, quando estivesse com a mesma. Agora não. Meu cérebro, está integrado a web, com um Remember the Milk ou até, um Google Calendar.

Se antes tudo isto tinha que estar guardado em meu cérebro, possivelmente, gerando algum erro. Hoje, está espalhado em diversos locais, acessíveis de qualquer ponto com um dispositivo de conexão.

É como se hoje, fossemos parte de nossa própria criação. Se o presidente da Sun disse uma vez que o sistema operacional é a rede, eu vou um pouco mais longe dizendo que nos estamos começando a fazer parte da grande rede.

Ou seja, hoje, nós somos parte da grande rede que estamos criando todos os dias.

Um ponto interessante do Transhumanismo, pelo menos defendido por muitos, é o upload.. O upload é quando você teria uma cópia do seu EU, em um mundo virtual.

Um exemplo disto, é, no filme Matrix, quando Neo e outros eram “transferidos” para um mundo virtual, a Matriz.

Mas onde surgiu a idéia do upload ? Acredito que o primeiro upload que se tem notícia é a idéia transposta para um papel. Um livro, um artigo, seja lá o que for. Este pequeno “pedaço” do seu eu, era transposto para o conhecimento e discussão de diversas pessoas. Assim, seu eu, que antes interagiria somente com pessoas do seu meio, começava a ser “conectado” a outros eus, quando tinham a chance de ler aquele pequeno pedaço de seu “cérebro”.

Mas hoje o upload é mais rápido. Você esta lendo este artigo ? A algumas horas atrás ele estava aqui, dentro de meu cérebro. Eu o transpus para uma forma binária, que está agora chegando a você através de um sinal elétrico que lhe foi “enviado” por um servidor hospedado nos EUA ? Já imaginou o quanto isto é louco ?

Já somos no fim, parte de um grande todo, acessível de qualquer lugar, e ainda, interagimos, mesmo que não sabendo, com outros EUs a cada minuto de nossa vida. Os blogs são a primeira forma de upload rápido que apareceram na nossa história.

Com isto tudo, o que eu vejo é que somos um pouco cyborgs sim, hoje. Aliás, diria até mais, que hoje já estamos em uma sociedade em que nossa mentes estão interconectadas diariamente, mesmo que não saibamos.

Jung defendeu o insconciente coletivo, Quando parte de nós, seria parte de um grande todo. No fim, ele imaginou uma grande rede “humana” que interagiria em confins que nõs nem mesmo entendemos plenamente.

A nova forma de inconsciente coletivo é assustadoramente estranha. É bizarra, acessível, e mutável. A cada dia damos uma forma nova a ela, e a cada dia, somos mais dependentes da mesma.

Cyborgs indiretos de uma guerra interna contra nossas limitações.

Mas, no fundo, no fundo, eu sei, que vocẽ está se perguntando: será que realmente o que este cara falou não tem um fundo de verdade ?

Então responda : e você, acha que está hoje, já se tornando um pequeno Cyborg ?

Transhumanismo novamente

Sempre se pensa em futurismo quando se fala de transhumanismo. Por mais que tentemos separar um do outro, as pessoas instantâneamente pensarão em pessoas que imaginam seus corpos totalmente modificados pela tecnologia.
Há vertentes deste tipo, e eu, sou um dos que está nela. Acho que a inserção de “partes” novas manipuladas pelo homem para modificar sua estrutura atual de sistema finito, para um sistema um pouco menos “finito” é interessante e deve ser aplicada. Assim, tornaríamos uma obra sempre inacabada em eterna reconstrução.

Esta visão mais futurista é sem dúvida, hoje, ainda uma coisa “inalcançável” sob diversos pontos. Nossa tecnologia ainda não irá conseguir nos fornecer condições de modificar nossa estrutura e talvez, tais modificações fossem altamente criticadas pela sociedade, ainda arraigada de uma cultura anti-novidades.

Evolução do Homem

Por este motivo, é notório que muitos transhumanistas tentem mostrar as qualidades da cultura de um modo que não ataque as pessoas. O Instituto Para Qualidade da Vida, que é dirigida pelo grande Dr. Antero Coelho ( um dos caras que me apresentou o transhumanismo ), mostra como separar um pouco o transhumanismo do futurismo e facilitar um pouco sua divulgação em meios mais suceptíveis a rejeitá-lo.

Na realidade, entendamos o Transhumanismo, na visão mais pura de sua essência como uma forma de melhorar a condição de vida humana. E, para conseguir transpor as mazelas que a vida e o meio ambiente incutem na vivência do mesmo, nada mais natural que o homem utilize sua capacidade de criação.
Ao longo dos anos o homem criou diversas ciências. Uma das que mais se sobressaiu no âmbito de melhora de vida do indivíduo foi a Medicina.
E porque ? Porque ela diretamente sempre utilizou técnicas científicas para elevar a capacidade do indivíduo de sobrevivência no meio.

Assim, a tecnologia aqui se traduziria nas técnicas da medicina para melhorar a vida do indíviduo. E elas são várias. Desde melhora na sua alimentação até por exemplo, tentar dormir mais cedo ao chegar em casa.

Os conceitos transhumanistas de melhora da vida podem ser aplicados, sim, as pequenas coisas da vida. Não adianta sermos altamente otimistas querendo que coloquem um coração controlado por um nanochip acoplado ao nossoa cérebro, se nem ao menos nos preocupamos se a nossa alimentação é balanceada ou fazemos exercícios diariamente.

Ou seja, é visível concluir que o transhumanismo é sem dúvida, um movimento de otimistas pela melhora do sistema mais “perfeito” já criado pela evolução. Se a evolução nos levou até este patamar, com pequenos erros, é hora de nós, seres humanos, tomarmos as rédeas da situação e finalmente, criar máquinas mais perfeitas e dentro do aceitável, eternas ….

Transhumanismo e sua divulgação

Muitas culturas são pouco conhecidas no Brasil, primeiro, por pouca literatura sobre ela disponível na língua pátria ( já que o Inglês é para poucos aqui ), ou até, talvez, um pouco de negligência de quem deveria divulgar a cultura, pois nada sem divulgação cresce ou fica conhecido.

O Transhumanismo, para quem não sabe, é uma cultura de longevidade, ou seja, na realidade, uma cultura em que o otimismo está em primeiro plano. Apesar de muitas pessoas acharem que o Transhumanismo se resume a transformar seres humanos em ciborgs ( meio homem/meio máquina ), para aumentar seu tempo de vida, ele não é somente isto. O Transhumanismo, é, na realidade, utilizar a tecnologia e os avanços que o próprio homem conseguiu, para aumentar seu tempo de vida, e consequentemente, melhorar o mundo a sua volta.

Apesar de parecer uma cultura voltada para o umbigo ( em geral o transhumanista se preocupa em melhorar a si mesmo primeiro ), o transhumanismo, tenta, sim, melhorar o indivíduo, para que os avanços impetrados no mesmo, possam ser aplicados na sociedade da sua volta, tornando a vida de todos cada vez melhor.

TranshumanismoO ponto central, é longevidade. Seja ela material ou imaterial. Dirão alguns “caramba, o maluco está descambando para o espiritual, não é ele ateu ? “, mas eu respondo, com tranquilidade.

Há uma vertente, no transhumanismo que acredita no upload, ou seja, um tipo de matrix, onde seu SELF ( eu ), vai ter um correpondente eletrônico. Um mezo-retrato disto, hoje, já pode ser visto com o Second Life, onde você realmente já tem uma segunda vida ( um segundo eu ), trabalhando e gerando renda em um segundo mundo.

Assim, mesmo com seu primeiro eu morto, seu segundo eu, poderia, de algum modo, conseguir ainda gerar algo, pois sua consciência ainda estaria vida em um mundo robótico, seja ele qual for e como seja projetado no futuro.

Reconstruir a si e aos outros é o propósito do transhumanismo. Fazer com que a vida humana torne-se cada vez menos sofrida e cada vez mais usuária da tecnologia que nós conseguimos criar.

Se isto é bom ou ruim, não há como especificar. Mas, eu, como transhumanista, acredito, que, as melhoras na vida humana ( como hoje já podem ser sentidas por todo o mundo ), são cada vez maiores e mesmo com a mazelas ( erros de percurso ), ainda teremos muito, mais muito ainda, a conseguir referente a qualidade de vida para o ser humano 🙂

A idéia desta nova seção no blog, é tentar divulgar, com textos pequenos, um pouco mais, o transhumanismo em língua portuguesa.

Trans-humanismo

Trans-humanismo
por Nicholas Bostrom

Departamento de Filosofia, Lógica e Método Científico
Escola de Economia de Londres

[tradução atualizada em 03/98 por: Gustavo Muccillo Alves]

O Trans-humanismo, mesmo sendo um fenômeno bastante recente, já se tornou um movimento estabelecido. Há, porém, muitas pessoas que contudo não se encontram com isto. Até mesmo dentro da comunidade acadêmica, especialmente nesses campo que não lidam diretamente com tecnologias novas, há muitos que ainda estão desavisados da existência desta filosofia. É importante que estas idéias sejam conhecidas mais amplamente tão logo quanto possível. As estacas são muito altas, e o jogo de habilidades e competências que poderiam casualmente ser dirigidas às perseguições trans-humanistas se estende além das dos cientistas e futurólogos do computador e outro gurus high-tech. De fato, o trans-humanismo deveria ser uma preocupação para a nossa sociedade inteira. Se você se preocupa com o que acontecerá a você e ao resto humanidade dentro de algumas próximas décadas, então o trans-humanismo é do seu interesse. Continuar lendo Trans-humanismo

Uma carta para a Mãe Natureza

Uma carta para a Mãe Natureza
Max More
Agosto de 1999
Traduzido por Ataliba Teixeira

Cara Mãe Natureza:

Desculpe por perturbá-la, mas nós seres humanos – seus filhos – viemos até você com algumas coisas para dizer. ( Talvez você possa repassar isto para o Pai,
pois nós nunca o conseguimos enxergar perto de nós ). Agradecemos pelas
qualidades maravilhosas que você tem conferido a nós, com sua lenta, mas maciça, inteligência distribuida. Você nos evoluiu de simples processos químicos
replicantes a mamíferos de alguns trilhões de células. Você nos conferiu uma
liberdade enorme para viver neste planeta. Você tem nos dado uma longa vida,
que transpõe a maioria das existências dos outros animais da Terra. Você nos
potencializou com um cérebro capaz de formatar línguas, capaz da razão,
previsão, curiosidade e criatividade. Capacitou-nos a entender a nós mesmos, e
causar uma empatia aos outros.

Transhumanismo

Mãe Natureza, nós somos verdadeiramente muito gratos pelo que tem feito por nós. Entretanto, com o devido respeito, nós devemos dizer que você, em muitos
pontos, tem executado um trabalho muito pobre com a constituição do ser humano.

Você nos fez vulneráveis a doenças e ao prejuízo que as mesmas nos causam.

Vocênos leva a morte através do envelhecimento, na idade onde estamos mais sábios.

Você foi miserável na extensão em que conhecemos nossos processos cognitivos,
somáticos e emocionais. Você nos privou de sentidos tão aguçados quanto os de
alguns animais. Você nos deu uma funcionalidade somente dentro de pequenas
variações de condições ambientais. Você nos deu uma memória limitada, e um
péssimo controle sobre nossos impulsos e os tribalísticos desejos xenofóbicos.
E, além de tudo, esqueceu de nos fornecer o manual de operação de nós mesmos !

O que você tem feito por nós, é glorioso, mas ainda falho. Parece que você
perdeu o interesse em nós, pois não há evolução desde 100.000 anos atrás. Ou
talvez, você tenha nos dado um tempo, esperando que nós tomemos as rédeas paranossa evolução. Este é um outro caminho, para que possamos alcançar o fim denossa infância.

Nós decidimos que agora é a hora para atualizarmos toda constituição humana.

Nós não iremos fazer isto nos achando “os iluminados”, desrespeitosamente,
ou descuidadamente, mas sim, cautelosamente, inteligentemente, recheados com
extrema criatividade. Nós pretendemos fazer você orgulhosa de nós. Nas próximas décadas perpetraremos uma série de mudanças para nossa constituição, iniciadas principalmente com as ferramentas da biotecnologia guiadas por um crítico e criativo pensamento. Em particular, declaramos as sete seguintes atualizações a constituição humana :

Atualização No.1 : Nós não vamos mais tolerar a tirania do envelhecimento e
morte. Através de alterações genéticas, manipulações celulares, orgãos
sintéticos, e quaisquer outros meios necessários, nós nos presentearemos com
uma vitalidade duradoura e removeremos assim, nossa data de validade. Nós
iremos decidir quanto tempo de vida será necessário a cada um de nós.

Atualização No.2 : Nós expandiremos nossa capacidade perceptiva através da
biotecnologia e meios compuatacionais. Nós procuraremos exceder as capacidades perceptivas de outras criaturas vivas, e para imaginar isto tudo de um meio romanceado, expandir nossa capacidade de entender o mundo a nossa volta.

Atualização No.3 : Nós melhoraremos nossa organização neural e capacidade,
expandindo nossa capacidade de memória, e acentuando nossa inteligência.

Atualização No.5 : Nós não seremos mais escravos dos nossos genes. Nós
tomaremos o controle de nossa programação genética e alcançaremos assim o
domínio dos nossos processos biológicos e neurológicos.
Nós reformataremos todos os indivíduos e todos os defeitos inerentes a nossa
evolução por seleção natural. Não contentes somente com isto, nós procuraremos
escolher toda pessoa com uma forma e uma função, refinando e aumentando nossos dons intelectuais e físicos, além dos de qualquer ser humano na história.

Atualização No.6 : Nós vamos ainda, prudentemente, maos ao mesmo tempo
arrojadamente, reprojetar nossos modelos motivacionais e respostas emocionais
ao longo de todo nosso caminho como individuos, para tornar-nos mais saudáveis
. Nós procuraremos também melhorar os excessos emocionais típicos do ser
humano, tornando assim nossas emoções mais refinadas. Nos fortaleceremos e
assim, poderemos deixar de ser levados por incertezas dogmáticas, removendo
todos os obstáculos emocionais para as correções racionais que iremos aplicar
a nós mesmos.

Atualização No.7 – Nós reconhecemos sua genialidade em usar compostos baseados em carbono para nos dsenvolver. Mas nós não nos limitaremos somente ao processos intelectuais, físicos e capacidades emocionaispara permanecer como simples organismos biológicos. Quanto mais perseguirmos o domínio sobre nossa bioquímica, e cada vez mais integraremos tecnologias aos nossos corpos.

Essas atualizações a nossa constituição nos evoluirão para a condição de
ultrahumanos. Nós acreditamos que este ultrahumanizado indivíduo permitirá a
nós, formar relacionamentos, culturas, e políticas de inovação sem antecedentes
, ricas e libertárias, recheadas de responsabilidade.

Nos reservamos o direito de executar estas atualizações coletivamente ou
individualmente. Ao invés de procurar um estado de perfeição permanente, nós
continuaremos perseguindo novas formas de excelência segundo nossos valores de cada época, e como a tecnologia permitir.

Dos seus ambiciosos filhos,

© Max More, 1999